Olhar Diverso por Raquel Ramos Machado

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14 - dezembro 2011
por raquelrmachado na categoria Viagem
Loja da Louis Vuitton em Marina Bay Sands

Não sei exatamente por que motivo, quando imaginamos a cidade do futuro, geralmente pensamos em algo organizado, em que a sabedoria tecnológica é assimilada em prol da beleza e do conforto, e tudo flui positivamente. Embora existam, também, versões catastróficas para ele, como as apresentadas em filmes como Matrix, essa primeira parece prevalecer, talvez em virtude de resquícios de uma mentalidade moderna (no sentido filosófico da palavra), em que predomina a crença no progresso, ou quem sabe sejam simplesmente reminiscências da infância, com lembrança dos Jetsons (para quem nasceu depois da década de oitenta, talvez seja necessária uma pesquisa ao Google para entender a importância dos Jetsons).

Cingapura se enquadra esteticamente nessa idéia positiva que temos de futuro. Não há sujeira nas ruas (nada, nada, em nenhum lugar), não há mendigos, a arquitetura dos prédios é de tirar o fôlego, não há trânsito, há muito verde, as pessoas são educadas, prestativas, parecem felizes. Tudo é esplendoroso.

Assemelha-se um pouco a Tóquio, pela modernidade (principalmente Guinza e Shiodome). A ronda gigante de cápsulas transparentes com vista para toda a cidade, maior do que a de Londres, é fantástica. E há tantos prédios de tirar o fôlego, como o hotel Marina Bay Sands!

Mas ganha de Tóquio, porque além da tecnologia e organização, aqui há mais espaço e muito verde, altamente contemporâneo, em momento de valorização da sustentabilidade ecológica. Flores e vegetação tropical exótica em cada rua. Borboletas coloridas voando pelo céu. Até tirei a foto de uma, usando o celular, mesmo enquanto ela voava dançando.

Cor no céu

À noite, em alguns lugares, parece um pouco Las Vegas na oferta de shows, e nas luzes constantemente acesas, mas é infinitamente melhor na sofisticação. Digamos que é como se Las Vegas estivesse para o mundo assim como um buquet de rosas colorido artificial está para uma sala, e Cingapura é um arranjo de orquídeas em autêntico vaso antigo de porcelana chinesa. As aventuras ofertadas são mais reais. Não há coisas “fake”.

Por falar em fake, chegamos a uma parte encantadora, sobretudo para mulheres: as compras. Em Cingapura, por conta do rigor da lei, não há produtos falsificados, nem em Chinatown onde são vendidos tão somente brinquedos, comidas, bugiganguinhas, e lindas peças de pedra e porcelana chinesas. Isso é ótimo porque deixa o comércio ainda mais belo, limpo. As lojas de grandes marcas como Hermes, Bally, Louis Vuitton, Miu Miu, Cartier, Salvatore e todas as que alguém puder listar são arquitetonicamente belíssimas e grandiosas, desde as mais caras até as mais simples. Dá vontade de entrar para simplesmente admirar o prédio.

Loja da Cartier em Marina Bay Sands

E, aproveitando a localidade, é bom invocar toda a sabedoria milenar budista para proteção do cartão de crédito. A grandeza das lojas é reflexo da crença deles na força do trabalho e do empenho. Para tratar desse assunto de caráter mais cultural e de outros mais, como a gastronomia, e questões econômicas e jurídicas, problemas locais, posts separados.

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